quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Martinho Lutero: Fundador do protestantismo foi um dos responsáveis pela concepção de ensino público que serviu de modelo para a escola moderna no Ocidente


Foi de Lutero a ideia de dividir a educação em três grandes ciclos (fundamental, médio e superior)

 Frase de Martinho Lutero:
“Quando a escola progride, tudo progride”

Martinho Lutero nasceu em 1483 em Eisleben, norte da Alemanha. Seus pais queriam que fosse advogado, mas ele procurou formação num mosteiro em Erfurt. Aos 25 anos, foi para a Universidade de Wittenberg, onde se formou em estudos bíblicos. Numa viagem a Roma, ficou escandalizado com os costumes do clero. Ao voltar, iniciou carreira de professor e pregador, sob proteção do príncipe Frederico, o Sábio. Em 1517, Lutero publicou suas 95 teses teológicas. Quatro anos depois foi excomungado pelo papa Leão X e reafirmou suas convicções perante os governantes alemães, na Dieta (reunião parlamentar) de Worms, de onde saiu proscrito. Após um ano refugiado, sob proteção de amigos, retomou a vida religiosa em Wittenberg. Em 1525, casou-se com a ex-freira Katherina von Bora. Nas duas últimas décadas de vida, ganhou prestígio popular, enquanto o apoio dos governantes variava com as circunstâncias. Em 1546, morreu durante visita a sua cidade natal.

Movido pela indignação e pela discordância com os costumes da Igreja de seu tempo, o monge alemão Martinho Lutero foi o responsável pela reforma protestante, que originou uma das três grandes vertentes do cristianismo (ao lado do catolicismo e da Igreja Ortodoxa). O nascimento do protestantismo teve profundas implicações sociais, econômicas e políticas. Na educação, o pensamento de Lutero produziu uma reforma global do sistema de ensino alemão, que inaugurou a escola moderna. Seus reflexos se estenderam pelo Ocidente e chegam aos dias de hoje.

A ideia da escola pública e para todos, organizada em três grandes ciclos (fundamental, médio e superior) e voltada para o saber útil nasce do projeto educacional de Lutero. “A distinção clara entre a esfera espiritual e as coisas do mundo propiciou um avanço para o conhecimento e o exercício funcional das coisas práticas”, diz o pastor Walter Altmann, presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
Venda de indulgências

Embora nunca tivesse planejado uma cisão na Igreja, Lutero dedicou a maior parte de sua vida à polêmica doutrinária em torno da fé cristã. Sua produção intelectual foi intensa e erudita, e seus atos, graças ao surgimento da imprensa e do clima de descontentamento social, ganharam vasta repercussão. Apesar da complexidade do cenário, pode-se identificar dois fatores que desencadearam a dissidência de Lutero.

O primeiro foi à venda de indulgências pela Igreja. Segundo esse costume, que se iniciou na última fase da Idade Média, os fiéis podiam comprar, de um representante do clero, parte da absolvição de seus pecados. A prática era oficial, aprovada pelo papa e vinha acompanhada de um ritual solene. O comércio de indulgências representava uma espécie de resumo do que havia de mais condenável no comportamento da Igreja daquele tempo: ganância, ostentação, arbitrariedade e mundanismo. As deturpações do cristianismo incomodavam os poderes locais e repugnavam os intelectuais.

Lutero sempre havia pregado contra as indulgências, mas o que o levou a realizar um protesto público, em 1517, foi a venda de uma indulgência especial, que oferecia privilégios específicos, lançada pelo Vaticano para financiar a reconstrução da Basílica de São Pedro. Contra ela, Lutero elaborou 95 teses, criticando as práticas eclesiásticas, e afixou-as na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Foi o início do conflito entre o monge alemão e a autoridade papal.

Uma nova classe

A segunda grande inquietação de Lutero tinha origem doutrinária e o atormentou durante seus anos de formação. Ele não aceitava o princípio, então dominante no cristianismo, de que a justiça divina se manifestava, no plano terreno, como um julgamento dos atos dos homens. Para Lutero, isso produzia medo e tornava praticamente impossível o sentimento espontâneo de amor a Deus. A indignação de Lutero só se dissipou quando, ao interpretar os Evangelhos, concluiu que os homens vivem por uma graça de Deus e que a justiça divina é revelada pela leitura das escrituras, de modo passivo e independentemente dos méritos ou ações de cada um durante a vida. Foi o que se tornou conhecido como doutrina da salvação pela fé.

A reivindicação de liberdade para interpretar a Bíblia tornou-se não só um dos pilares da reforma protestante como o princípio fundador do projeto educacional de Lutero, que valorizou a alfabetização e o ensino de línguas – e, mais importante, pregou o acesso de todos a esse conhecimento. Os renovadores religiosos defendiam a formação de uma nova classe de homens cultos, dando origem ao conceito de utilidade social da educação.

Lutero tinha um projeto inovador, mas abominava a possibilidade de se tornar porta-voz de qualquer ideia ou ambição revolucionária. Mesmo assim, o surgimento do protestantismo foi ao encontro dos desejos da classe economicamente emergente de comerciantes, para quem a educação representava uma possibilidade de aceitação e ascendência social. Nas primeiras décadas do século 16, o Sacro Império Romano-Germânico era um mosaico de principados mais ou menos independentes. Os interesses político-econômicos do imperador, da Igreja e dos príncipes emperravam uns aos outros. Os príncipes, menos obrigados ao poder papal do que o imperador  viram em Lutero uma possibilidade de se afirmar politicamente contra a autoridade central e de contestar os direitos da Igreja sobre riquezas que se encontravam em seus territórios.

O fato de Lutero não acreditar que a salvação da alma estivesse vinculada às ações durante a vida não implicava descaso pelas coisas mundanas. Ao separar as esferas do poder espiritual e do poder temporal, o líder religioso alemão atribuía ao último a responsabilidade de administração da vontade de Deus – por isso a obediência civil seria um dever moral e a rebelião um pecado. “A ligação entre os dois mundos é a fé, porque os que creem são também vocacionados para servir o próximo na sociedade”, afirma o pastor Walter Altmann.

Instrução para fortalecer a cidade

Tão importante quanto Lutero para a educação foi Philipp Melanchthon (1497-1560). Durante o período que Lutero passou impedido de se manifestar publicamente, Melanchthon foi o porta-voz da causa reformista e se encarregou de reorganizar as igrejas dos principados que aderiram ao luteranismo. Esse trabalho resultou no projeto de criação de um sistema de escolas públicas, depois copiado em quase toda a Alemanha. A reforma da instrução era uma das principais reivindicações das camadas mais pobres da população, insatisfeitas com as más condições de vida e com o ensino escasso e ineficaz oferecido pela Igreja. Esses foram alguns dos motivos da revolta armada dos camponeses, sangrentamente reprimida em 1525. Tanto Melanchthon quanto Lutero viam na educação um assunto do interesse dos governantes. “A maior força de uma cidade é ter muitos cidadãos instruídos”, escreveu Lutero. Para isso, foi criado um sistema que atendia à finalidade de preparar para o trabalho e à possibilidade de prosseguir os estudos para elevação cultural. O currículo era baseado nas ciências humanas, com ênfase na história.

Para pensar

A criação de uma rede de ensino público foi planejada pelos reformadores luteranos a pedido de governantes que perceberam a urgência de oferecer instrução ao povo. O interesse dos príncipes era fortalecer seus domínios num tempo de constantes hostilidades entre os Estados. “Lutero argumentou que o dinheiro investido em educação seria menor que o gasto com armas e traria mais benefícios”, diz o pastor Altmann. E hoje, que argumento poderíamos utilizar a favor da educação para todos? 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os 3 Ds do Aprendizado

Você sabe andar de bicicleta? Pois é, é tão fácil, não é mesmo? Mas, você lembra do longo e desgastante processo da aprendizagem? do primeiro triciclo, depois aquela bicicleta com rodinhas atrás, até o pai tirar as rodinhas e segurar no banco onde você estava sentado, e finalmente o dia glorioso quando o seu pai lhe disse, para seu susto:
-   Agora, você está por sua conta e risco!
Você se recorda do frio que sentiu na barriga? de como os seus braços vacilaram naquela derradeira hora, quando a bicicleta rapidamente derrapou, até que, alguns segundos após, você retomou o controle para nunca mais perder o equilíbrio e o domínio da bicicleta?
  
O processo de aprendizagem dos conteúdos escolares é o mesmo que o da bicicleta!
Podemos sistematizá-lo como o Princípio dos 3 Ds:

DISCIPLINA    -    DETERMINAÇÃO   -   DEDICAÇÃO
  
1. DISCIPLINA: É preciso disciplina para não desanimar nos estudos. Há muitas coisas e afazeres que querem nos desviar a atenção, por isto, é necessário que saibamos nos disciplinar, seguir o horário pré-determinado, seguir a rotina pré-estabelecida, e não desanimar, nem deixar que a preguiça e o desânimo nos vençam.

2. DETERMINAÇÃO: Antes de enveredarmos por algum caminho ou numa direção de um compromisso, precisamos ter claro quais são nossos objetivos e metas.
  - O que eu espero disto que estou estudando?
  - O quanto eu estou disposto a investir nesta tarefa?
  - Como eu quero desenvolver esta tarefa?
  - Quando eu espero concluir esta tarefa?
  - Por que estou envolvido nesta tarefa?
Ao ter respondido estas questões, será incrivelmente mais fácil e prazeroso atender às demandas do estudo, pois você terá claro seus objetivos e seu nível de envolvimento. Assim, a determinação será uma consequência natural no desenvolvimento de seu estudo.
Tenha claro para si seu horário, e não o negocie com ninguém.
Tenha claro o conteúdo de seu estudo.
Reserve um lugar isolado e organizado de sua maneira para seu estudo.
Reserve um horário para exercícios e relaxamento.

3. DEDICAÇÃO: Ao se envolver num projeto de estudo, dedique-se a ele. Poderíamos aqui acrescentar um outro D: O de Desgastante. Sim, pois, para quem quer dedicar-se disciplinada e determinadamente com o estudo, há de contar com o desgaste. É preciso abrir mão do vídeo-game, da TV, dos amigos, do cinema... Infelizmente, não podemos fazer tudo que gostaríamos, por isto, é preciso gostar do que fazemos, mesmo que seja uma tarefa repetitiva e sem graça, como decorar e entender uma fórmula, ou alguma teoria... Temos muitas oportunidades para nos distrair e nos desviar a atenção. Há inúmeras tarefas mais divertidas e com um retorno mais rápido e prazeroso, por isto é necessário termos esta dedicação bem elaborada dentro de nós, mesmo que desgastante. Afinal, andaríamos hoje de bicicleta se tivéssemos desistido na primeira queda?
            Se quisermos ter sucesso em nossos estudos, é preciso termos Disciplina, Dedicação e Determinação, mesmo que tudo seja Desgastante.
            Porém, se mantivermos nosso foco naquilo que teremos, então, certamente, alcançaremos o objetivo proposto.

 Prof. Roberto Streppel - filósofo, teólogo, pedagogo

domingo, 14 de agosto de 2011

As Cinco Diferentes Atitudes


O texto a seguir é adaptado de uma história de Portia Nelson:
1 – Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu estou distraído, pensando em mim, e caio lá dentro. Me sinto perdido, infeliz, incapaz de pedir ajuda. Não foi minha culpa, mas de quem cavou aquele buraco ali. Eu me revolto, fico desesperado, sou uma vítima da irresponsabilidade dos outros, e passo muito tempo lá dentro.
2 – Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu finjo que não vejo, aquilo não é meu problema. Eu caio de novo lá dentro. Não posso acreditar que isto aconteceu mais uma vez, devia ter aprendido a lição, e mandado alguém fechar o buraco. Demoro muito tempo para sair dali.
3 – Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu o vejo. Eu sei que ele está ali, porque já caí duas vezes. Entretanto, sou uma pessoa acostumada a fazer sempre o mesmo trajeto. Por causa disso, caio uma terceira vez; é o hábito.
4 – Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu dou a volta em torno dele. Logo depois de passar, escuto alguém gritando – deve ter caído naquele buraco. A rua fica interditada, e eu não posso seguir adiante.
5 – Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu coloco tábuas em cima. Posso seguir meu caminho, e ninguém mais tornará a cair ali.

sábado, 13 de agosto de 2011

Memorização


A memorização é uma condição essencial para um estudo eficaz e para a obtenção de resultados positivos. É possível desenvolver a memorização através de algumas ações que facilitam a recordação.
O método de estudo P.L.E.M.A (Pré-leitura; Leitura; Esquematização; Memorização; Auto-avaliação) consiste numa série de técnicas de estudo que facilitam a assimilação dos conteúdos com maior rendimento e menor fadiga. Este método é composto pelas seguintes etapas:
1.) Pré-leitura:
Leitura rápida, pouco profunda e global para perceber o assunto e as partes do texto. Para isso, deve-se atender aos títulos, subtítulos, resumos, conclusões e partes do texto que estão destacadas.
2.) Leitura:
Leitura detalhada e atenta do texto, que permite ter uma visão mais pormenorizada do assunto tratado. Nesta fase é importante sublinhar as ideias principais, fazer pequenas anotações e consultar o dicionário.
3.) Esquematização
Organização e sistematização de toda a informação, através de um esquema ou resumo da matéria, a utilizar quando da revisão final dos conteúdos a avaliar.
4.) Memorização:
Consolidação do conhecimento. Divisão do esquema ou resumo pelos tópicos ou ideias principais de forma a facilitar a retenção dos conteúdos. É aconselhável, quando da eventual memorização, fazer pequenos intervalos para descanso. Nesta fase é frequente recorrer-se a mnemônicas.
5.) Auto-Avaliação:
Verificação da compreensão e memorização, através de algumas atividades, como escrever ou dizer em voz alta, por palavras próprias as ideias principais retidas do esquema ou resumo. O objetivo desta fase é avaliar aquilo que no momento se sabe.      

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Olhando as coisas simples

O guerreiro da luz sabe que, como dizem os tibetanos, “não é preciso uma experiência mística para descobrir que o mundo é bom”. Basta perceber as coisas belas e simples à sua volta.
Quando tem medo, o guerreiro concentra-se nos pequenos milagres da vida diária. Se é capaz de ver o que é belo, é porque traz a beleza dentro de si – já que o mundo é um espelho, e devolve a cada homem o reflexo de seu próprio rosto.
Embora conhecendo seus defeitos e limitações, o guerreiro faz o possível para manter o bom-humor nos momentos de crise. Afinal de contas, o mundo está se esforçando para ajudá-lo, mesmo que tudo à sua volta pareça dizer o contrário.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Fogo e a Fé

O mestre encontrou-se com os discípulos certa noite, e pediu que acendessem uma fogueira, para que pudessem conversar.
“O caminho espiritual é como o fogo que arde diante de nós”, disse.
“Um homem que deseja acendê-lo tem que se conformar com a fumaça desagradável, que torna a respiração difícil e arranca lágrimas do rosto. Assim é a reconquista da fé”.
“Entretanto, uma vez o fogo aceso, a fumaça desaparece, e as chamas iluminam tudo ao redor, nos dando calor e calma”.

A Sabedoria da Solidão

Desconfie daquele que vive na solidão; geralmente não está ali porque renunciou a tudo, mas sim porque nunca soube viver com os outros. 
Qual a sabedoria que podemos esperar deste tipo de gente?





terça-feira, 12 de julho de 2011

Adaptado do fabuloso Bhagavad Gita (Capítulo II, 16-26):

“O homem não nasce, e também nunca morre. Tendo vindo a existir, jamais deixará de fazê-lo, porque é eterno e permanente”.
“Assim como um homem descarta as roupas usadas e passa a usar roupas novas, a alma descarta o corpo velho e assume o corpo novo”.
“Mas a alma é indestrutível; espadas não podem cortá-la, o fogo não a queima, a água não a molha, o vento jamais a resseca. Ela está além do poder de todas estas coisas”.
“ Como a alma do homem é indestrutível, ela é sempre vitoriosa, e por isso não deve lamentar-se jamais.
“Que o teu objetivo seja tua ação, e nunca a recompensa dela”

Adaptação: Paulo Coelho

domingo, 10 de julho de 2011

O vaso de porcelana

O Grande Mestre e o Guardião dividiam a administração de um mosteiro zen. Certo dia, o Guardião morreu e foi preciso substituí-lo.
O Grande Mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado.
- Vou apresentar um problema – disse o Grande Mestre. – E aquele que o resolver primeiro, será o novo Guardião do templo.
Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima estava um vaso de porcelana caríssimo, com uma rosa vermelha a enfeitá-lo.
- Eis o problema – disse o Grande Mestre.
Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a frescura e a elegância da flor. O que representava aquilo? O que fazer? Qual seria o enigma?
Depois de alguns minutos, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos a sua volta. Depois, caminhou resolutamente até o vaso, e atirou-o no chão, destruíndo-o.
- Você é o novo Guardião – disse o Grande Mestre para o aluno.
Assim que ele voltou ao seu lugar, explicou:
- Eu fui bem claro: disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja, um problema tem que ser eliminado.
“Um problema é um problema; pode ser um vaso de porcelana muito raro, um lindo amor que já não faz mais sentido, um caminho que precisa ser abandonado – mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto”.
“Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente”.
Nessas horas, não se pode ter piedade, nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo.

Paciência

O grande escritor grego Nikos Kazantzakis (“Zorba, o Grego”) conta que, quando criança, reparou num casulo preso a uma árvore, onde uma borboleta preparava-se para sair.
Esperou algum tempo, mas – como estava demorando muito – resolveu acelerar o processo, e começou a esquentar o casulo com seu hálito. 
A borboleta terminou saindo, mas suas asas ainda estavam presas, e terminou por morrer pouco tempo depois.
“Era necessária uma paciente maturação feita pelo sol, e eu não soube esperar”, diz Kazantzakis. “Aquele pequeno cadáver é, até hoje, um dos maiores pesos que tenho na consciência. Mas foi ele que me fez entender o que é um verdadeiro pecado mortal: forçar as grandes leis do universo. É preciso paciência, aguardar a hora certa, e seguir com confiança o ritmo que Deus escolheu para nossa vida”.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Aprenda a cuidar de si mesmo

O discípulo se aproximou do mestre:
“Durante anos busquei a iluminação”, disse. “Sinto que estou perto. Quero saber qual o próximo passo”.
“E como você se sustenta?”, perguntou o mestre.
“Ainda não aprendi a me sustentar; meu pai e minha mãe me ajudam. Entretanto, isto são apenas detalhes”.
“O próximo passo é olhar o sol por meio minuto”, disse o mestre.
O discípulo obedeceu. Quando acabou, o mestre pediu que descrevesse o campo à sua volta.
“Não consigo vê-lo, o brilho do sol ofuscou meus olhos”, respondeu o discípulo.
“Um homem que apenas busca a luz, e deixa suas responsabilidades para os outros, termina sem encontrar a iluminação. Um homem que mantém os olhos fixos no sol termina cego”, comentou o mestre.

domingo, 3 de julho de 2011

Construir ou Plantar

Cada pessoa, em sua existência, pode ter duas atitudes: construir ou plantar.
Os construtores podem demorar anos em suas tarefas, mas um dia terminam aquilo que estavam fazendo. Então param, e ficam limitados por suas próprias paredes. A vida perde sentido quando a construção acaba.
Os que plantam sofrem com as tempestades, as estações e raramente descansam. Mas, ao contrário de um edifício, o jardim jamais pára de crescer. E, ao mesmo tempo que exige a atenção do jardineiro, também permite que, para ele, a vida seja uma grande aventura.

Atitude de um Sábio

O abade Abraão soube que perto do mosteiro de Sceta havia um ermitão com fama de sábio. Foi procurá-lo e perguntou:
- Se hoje você encontrasse uma bela mulher em sua cama, conseguiria pensar que não era uma mulher?
- Não – respondeu o sábio -, mas conseguiria me controlar.
O abade continuou.
- E se visse moedas de ouro no deserto, conseguiria ver este ouro como se fossem pedras?
- Não – disse o sábio- mas, conseguiria me controlar para não pegá-lo.
Insistiu o abade Abraão:
- E se você fosse procurado por dois irmãos, um que o odeia, e outro que o ama, conseguiria achar que os dois são iguais?
Disse o sábio:
- Mesmo sofrendo por dentro, eu trataria o que me ama da mesma maneira que o que me odeia.
- Vou lhes explicar o que é um sábio – disse o abade aos seus noviços, quando voltou.. - É aquele que, em vez de matar suas paixões, consegue controlá-las.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Estou aqui de passagem

Um executivo da NY Telephone me conta um curioso encontro que teve, e que mudou muito sua maneira de pensar.
Acostumado a viajar o mundo inteiro, chegou certa tarde ao Cairo, e resolveu encontrar-se com um famoso rabino que vivia por lá.
O rabino recebeu-o da melhor maneira possível, e passaram a tarde inteira conversando sobre os desígnios de Deus.
Pouco antes de despedir-se, o executivo comentou com o rabino que ficara muito impressionado com a simplicidade da sua casa; apenas uma mesa com duas cadeiras, e uma cama.
“E o que você tem aqui?”, perguntou o rabino.
“Tenho apenas uma mala, mas, afinal de contas, estou aqui de passagem”, respondeu o executivo.
“Eu também”, disse o rabino.
“Eu também estou aqui de passagem”.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Deserto de Mojave

No deserto de Mojave, é frequente encontrarmos as famosas cidades-fantasma: construídas perto de minas de ouro, eram abandonadas quando todo o produto da terra tinha sido extraído. Haviam cumprido seu papel, e não tinham mais sentido.
Quando passeamos por uma floresta, também vemos árvores que – uma vez cumprido seu papel, terminaram caindo.
Mas, diferente das cidades-fantasma, o que aconteceu?   Abriram espaço para que a luz penetrasse, fertilizaram o solo, e seus troncos estão cobertos de vegetação nova.
A nossa velhice vai depender da maneira que vivemos o momento presente. Podemos terminar como uma cidade- fantasma, simplesmente abandonados.  Ou então como uma generosa árvore, que continua a ser importante, mesmo depois de caída por terra.
Paulo Coelho

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O Motivo da Busca

Muitas são as emoções que movem o coração humano – quando ele resolve dedicar-se ao caminho espiritual.
Pode ser um motivo “nobre”- como fé, amor ao próximo, ou caridade.  Ou pode ser apenas um capricho, o medo da solidão, a curiosidade, ou vontade de ser amado.
Nada disto importa: o verdadeiro caminho espiritual é mais forte do que as razões que nos levaram a ele. Aos poucos, a verdadeira busca vai se impondo – com amor, disciplina e dignidade. Chega um momento em que olhamos para trás, lembramos do inicio de nossa jornada – então rimos de nós mesmos. Fomos capazes de crescer, embora tenhamos iniciado a jornada por motivos que eram muito fúteis.
O amor de Deus foi mais forte que as razões que nos levaram até Ele.
Paulo Coelho

sábado, 12 de março de 2011

É Melhor tentar e falhar

” É melhor tentar e falhar
que ocupar-se em ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão,           
que nada fazer.
Eu prefiro caminhar na chuva em dias tristes,
a me esconder em casa.
Prefiro ser feliz, embora louco,         
a viver em conformidade.
Mesmo as noites totalmente sem estrelas
podem anunciar a aurora de uma grande realização.
Mesmo se eu soubesse que amanhã o mundo se partiria em pedaços,
eu ainda plantaria a minha macieira.

O ódio paralisa a vida;
o amor a desata.
O ódio confunde a vida;
o amor a harmoniza.
O ódio escurece a vida;
o amor a ilumina.

O amor é a única força capaz de transformar um inimigo em um amigo.
O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida,
para um reinício.

Nossa eterna mensagem de esperança é que a aurora chegará.”
 
(Trechos do famoso discurso pronunciado por Martin Luther King pouco antes de ser assassinado, "I have a dream")



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ESTUDO DIRIGIDO o que é?

ESTUDO DIRIGIDO – o que é?

O estudo dirigido é uma técnica fundamentada no princípio didático de que o professor não ensina: ele é o agilizador da aprendizagem, ajuda o aluno a aprender. É o incentivador e o ativador do aprender. De maneira especial, essa técnica põe em evidência o modo como o aluno aprende.

Pode atender, com vantagens, às exigências do processo de aprender, o estudo dirigido incentiva a atividade intelectual do aluno, força-o à descoberta de seus próprios recursos mentais, facilitando-lhe o desenvolvimento das habilidades e operações de pensamento significativas – identificar, selecionar, comparar, experimentar, analisar, concluir, solucionar problemas, aplicando o que aprendeu – e possibilitando-lhe ajustar-se às tarefas que deve executar para alcançar o previsto nos objetivos.

O estudo dirigido predispõe o aluno à criatividade, uma vez que a sua finalidade principal está voltada à atividade da reflexão, e o pensamento reflexivo, de acordo com as circunstâncias do indivíduo, provoca a necessidade de inventar, buscar modos pessoais de operar com inteligência e resolver o que lhe foi proposto. O produto do trabalho do aluno pode adquirir, desse modo, forte cunho de autenticidade e pessoalidade.

Um estudo dirigido pode ser utilizado para, entre outros objetivos:

       • oportunizar situações para o aluno aprender por meio de sua própria atividade, de acordo   com seu ritmo pessoal;
       • facilitar o atendimento das diferenças individuais, pelo professor;
       • favorecer o desenvolvimento do sentido de independência e de segurança do aluno;
       • possibilitar a criação, a correção e o aperfeiçoamento de hábitos de estudo, a fixação, a integração e a ampliação da aprendizagem.

Um estudo dirigido pode ser realizado em sala de aula ou como tarefa para casa. Porém, em sala de aula, coma presença do docente para esclarecer dúvidas e orientar quando necessário, a técnica pode revestir-se de mais eficácia e tornar-se mais eficiente para a aprendizagem de qualquer área do conhecimento. É importante que o professor acompanhe o trabalho em todas as suas fases: na execução, na correção e na avaliação.

Técnicas que ajudam a aprender 

Exercícios extras: se ele tem problemas com matérias como matemática ou física, faça exercícios a mais sobre o assunto estudado. Quanto mais ele praticar, melhor. 

Resumos: em matérias como português, história e geografia, incentive seu filho a fazer resumos do que ele leu. É uma ótima maneira de memorizar o que aprendeu e refletir sobre o tema. Esse exercício também o ajuda a recordar mais facilmente o que foi ensinado em aula. 

Questionários: essa técnica ajuda a fixar os conteúdos trabalhados em sala de aula. Peça ao seu filho que faça a si mesmo perguntas sobre o assunto estudado. Então, ele deverá respondê-las após a leitura.                           

7 Maneiras de Ajudar o Aluno a Estudar

1. Defina os deveres e direitos da criança, para que ela saiba que tem a hora das obrigações e também a hora certa de se divertir.

2. Estabeleça lugar e horário fixos de estudo. De preferência, bem longe da televisão e do videogame.

3. Quando possível, permita reuniões com os amiguinhos do seu filho para estudarem juntos e trocarem informações sobre as matérias.

4. Fique por perto quando perceber que ele tem dúvidas e ajude no que souber. Se você também não sabe a resposta, ofereça companhia para pesquisar.

5. Ajudá-lo a memorizar a matéria de uma forma divertida, cantando fórmulas ou contando histórias, por exemplo, pode ajudar.

6. Aconselhe o aluno a fazer resumos das matérias que aprendeu naquele dia, principalmente das que tem dificuldade. Isso vai facilitar na hora de estudar para as provas.

7. Estimule a capacidade do aluno, dizendo sempre que acredita nele e que ele vai conseguir. Não perca a paciência logo nesse momento: o que ele precisa é de pensamento positivo!

*FONTE: Ana Cláudia Vanzelli, psicóloga clínica, palestrante e especialista em orientação vocacional.

A Importância da Educação na Primeira Infância

É consenso entre educadores e especialistas que os primeiros anos de vida são os mais importantes para o aprendizado humano. Para o professor Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, o ensino em creches e pré-escolas deveria ser a prioridade das políticas públicas do país.
"As chances de uma criança que teve uma boa educação na primeira infância ser bem sucedida na vida adulta são bem maiores", explica.
Neri faz questão de lembrar que não basta oferecer vagas para todos, também é preciso garantir a qualidade destas instituições. "No Nordeste há mais oferta de vagas em creches do que no resto do país, mas isso não significa que a situação lá seja melhor. Muitos destes estabelecimentos não têm planejamento e infra-estrutura adequados, e acabam funcionando como verdadeiros depósitos de crianças", alerta.